Cuaderno de pantalla que empezó a finales de marzo del año 2010, para hablar de poesía, y que luego se fue extendiendo a todo tipo de actividades y situaciones o bien conectadas (manuscritos, investigación, métrica, bibliotecas, archivos, autores...) o bien más alejadas (árboles, viajes, gentes...) Y finalmente, a todo, que para eso se crearon estos cuadernos.

Amigos, colegas, lectores con los que comparto el cuaderno

viernes, 15 de octubre de 2010

Conversaciones en la catedral


Este ha sido un buen año de ciruelas
y las sandías han cuajado rojas,
qué bien escribe Ignacio Echevarría;
volverán a cambiar casi todo en

la biblioteca nacional de españa
irremediablemente, dependemos
de los vaivenes de los ministerios,
de los granos de algún politiquillo;

hace falta gritar un poco más,
¡si nos dejaran trabajar tranquilos!;
mal no se han dado los melocotones;

dicen que la cosecha de uva negra
viene morrocotuda y habrá vino
excelente. Veremos a qué precios.

Voy a poner un estrambote, porque
la página de Echevarría en El Cultural es excelente, excelente.


 

4 comentarios:

  1. ... ANGÚSTIA METROPOLITANA ou o POEMA URBANO...


    Alexandria


    Lisboa não é Alexandria mas
    Alexandria não passa de uma metrópole
    em versos subida e sublimada, a sua geometria,
    as incisões do pequeno desespero.
    Dêem-me uma cidade, que esta minha
    está cansada e não quero outra,
    escadarias em que se desce sempre,
    velhas varandas apalaçadas,
    dêem-me uma Alexandria do pensamento,
    com uma antiguidade a dourar cada hora,
    cada entardecer, mas uma antiguidade
    falsa, hiperbólica,
    subtil de tão imaginada, unreal city.
    Lisboa não é Alexandria e está cansada, houve sítios
    que conheci, outros ocultos,
    percursos que adivinho no avanço
    das multidões, dias de festa,
    lambris de janelas, amuradas.
    Não quero este rio, nem o outro,
    heraclitiano, que me oferecem
    umas breves obras completas na estante.
    Dêem-me uma cidade terrestre, sem posteridade
    ou idioma, uma cidade para que eu possa
    inaugurar o passado das ruas
    e, sem outro propósito, respirar.

    ------------------------------------

    Metropolitanos


    Aqui estamos, atravessando
    sem saber o nosso destino,
    à espera que o próprio caminho
    o torne evidente (mas não),
    somos todos assim metropolitanos (urbanos),
    saímos na estação errada,
    lemos cabeçalhos, vemos o envelhecimento
    nos rostos que connosco através
    de túneis dantescos (cliché),
    e pensamos (ou dizemos agora que pensámos)
    que há um plano que nos ultrapassa (rodoviário),
    um plano (subterrâneo)
    de linhas que se cruzam com as linhas
    da mão, interceptadas em cores
    e com o guarda-roupa do nosso
    tempo (capitalismo tardio)
    atravessamos (atrasados), sob o sol
    que imaginamos em cima (platónico),
    interrompidos pelo parêntises irónico
    da consciência que talvez queira fazer
    a diferença mas não faz nada (nada).



    Pedro Mexia (Lisboa, 1972- ), "Eliot e outras observações", 2003

    ResponderEliminar
  2. Estoy contigo: Echevarría lo borda. ¿Lo has leído en cuartopoder?

    ResponderEliminar
  3. Tal vez se podría eliminar la sección de comentarios, al estilo personalista Into the Wild, porque raro es que haya reacción ni respuesta alguna a los comentarios, se supone que por falta de tiempo ...

    ResponderEliminar
  4. Hola, Elvira; claro que leo cuarto poder...; pero me ocurre lo del último comentario: casi no tenemos tiempo para más. De todos modos yo dejo abierto los comentarios -jamás he filtrado o censurado ninguno-, para que todos nos sintamos más libres.

    ResponderEliminar